No vôo das suas asas
Encosto-me ao lado da inquietação,
Concentro-me buscando sensações,
Buscando algo alem da sensibilidade.
É quente, sempre quente o clima recifense,
Fornalha de asfalto a beira dor rio,
Um pequeno poço de lama tecnológica,
Fervilhando,
Pulsando nas cores do arco-íris.
Tambores ainda silenciosos desfilam,
Atravessam os cosmos de energia vã.
Eu estou sentindo!
Sentindo e sentindo novamente,
Este aroma tedioso de caos
Misturado ao cheiro de nada,
Mas tem tantas coisas por aqui.
Tantos brilhos irradiantes ofuscados,
Tantas sementes perseverantes germinando nesse
solo improdutivo,
E tanto amor escondido pelas máscaras de
ilusões.
Caminhar um pouco faz bem!
Fincar os pés no chão, revezando o esquerdo e o
direito
Em passadas minuciosas pelas pedras evoluídas.
Para onde vou?
Eu sei para onde vou, mas confesso que não
queria saber,
Queria e como queria,
Poder sair por ai neste instante para um lugar
qualquer,
Refugiar-me no meu mundo ou no mundo dela,
E sentar na calçada escutando o seu canto,
E vê-la grafitar em um grande muro,
Ilustrações de paz
Para todo o universo.
Eriberto
Henrique, Jaboatão-PE. 07 de Fevereiro de 2013

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