POEMAS, CONTOS, LOUCURA, FANTASIA E MUITA REALIDADE. O universo virado do avesso em busca de um amor intenso, uma paixão sincera, onde cada segundo da vida tenho o sentido da eternidade.
domingo, 25 de junho de 2017
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
SOMOS RELEITURAS DE UM PRETÉRITO IMPERFEITO.
SOMOS RELEITURAS DE UM PRETÉRITO
IMPERFEITO.
As cortinas se abriram,
O sol rasgou os céus e invadiu as
casas,
Tocando nos olhos remelados,
Pedindo para cada um de nós subir
no palco,
E saborear a experiência humana.
Improvisar
Cantar,
Dançar,
Gritar,
Chorar,
Viver à vida e fazer o bem!
Viver esse grande teatro,
Onde cada um de nós é o
roteirista,
E o ator principal.
Sentir a energia de estar aqui,
A energia de amar,
De sonhar,
De lutar pelos nossos sonhos,
E viver esses sonhos, nem que
seja apenas um segundo.
Fazendo tudo isso sem medo de
errar,
E sem se perder nos pretéritos
imperfeitos
Dessa releitura que chamamos de
vida.
Antes que as cortinas se fechem,
Sem os aplausos no final.
Eriberto Henrique, Jaboatão-PE,
05 de junho de 2017.
domingo, 29 de dezembro de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
TÃO NATURAL
Sentando dentro e fora do meu
próprio eu,
Perdido na metafísica contemporânea
Que vai além de uma tela e tinta
óleo.
Quem eu sou?
Um derrubado de árvores sentando em
uma pedra,
Olhando para o tempo que olha para
mim,
Sentindo a vida me dizer que tudo é
passageiro,
E escutando o som dos pássaros que
sobrevoam as árvores.
Estou sozinho dentro do meu
silêncio,
Escutando a voz de minh’alma
Que fala com tanto carinho do verde
dessas matas,
Dessa riqueza sem tamanho
Retratada naturalisticamente para
atravessar os tempos,
E se tornar imortal.
Sinto o peso lida,
Os ombros arriados,
Os braços cansados desleixados
sobre as pernas,
Os olhos miúdos que também falam,
Lacrimejam, ardem,
Castigados pelo sol e pelo suor que
escorre.
Aqui nessa sombra,
Estou sozinho dentro e fora do meu
eu,
Que vai além de uma tela e tinta
óleo.
Caio Martins. Heterônimo
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Voltou a florescer.
Genuíno sempre foi um bom homem, solidário, carinhoso, um pai dedicado e
um esposo exemplar. Humilde, sem grandes ambições sonhava apenas em ser feliz,
e todo o dia presenteava sua esposa com um buquê de jasmim; recebia como
retribuição um lindo sorriso de sua amada e um abraço de gratidão.
Mas por algum motivo as flores de jasmim, tornaram-se escassas na
região, já não era mais possível encontrar nenhuma em sua cidade, levando
Genuíno a procurar em outras cidades, porém a procura não dava resultado. O
homem acabou achando as flores em outro estado, mas devido à distância só
seriam entregues dias depois, por um valor bem mais elevado devido à taxa de entrega,
tendo assim que sacrificar suas economias. Ele comprou logo flores para toda
semana, pois não sabia quando o jasmim voltaria a florescer na região.
O fim da tarde chegou, e
quando Genuíno chegou em casa sem flores, sua esposa ficou muito chateada e
disse que ele já não a amava mais, e nem quis escutar a justificativa do homem,
indo foi embora de casa com as crianças para a casa de sua mãe.
Na manhã seguinte ela foi à feira, e quando estava comprando legumes,
uma moça que vendia flores disse:
_Dona Ângela! Diga ao seu marido que as flores que ele
encomendou chegam amanhã, e que ele não precisa mais procurar por outras
cidades, nem tão pouco em outros estados, é que o jasmim voltou a florescer.
Eriberto Henrique, Jaboatão-PE, 18 de Julho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Eu!
Você!
Nós dois voltando para casa
Cansados,
Deselegantes,
Com respiração agitada e olhos inchados,
Vermelhos,
Já sem a remela e as velhas orelhas,
Deitados em nossos pensamentos,
Idealizando abraços
Que são mais que poemas.
Idealizando certezas de novos caminhos,
Repletos de carinho e flores
Que exalam perfumes de amor.
Eriberto Henrique, Jaboatão-PE, 19 de Junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Águas turbulentas podem ficar calmas na correnteza, podem seguir o curso
do rio manhosamente, acariciando as margens de forma fria e aconchegante, como
se o toque de Deus pudesse ditar o ritmo de seu seguir. O sol nasce e se
esconde pelas montanhas, as nuvens se transformam no céu a todo instante, a
natureza dá um show a cada momento, e o homem nem se dá conta que também faz
parte disso.
Eriberto Henrique, Jaboatão-PE, 17 de Junho de 2013
Eriberto Henrique, Jaboatão-PE, 17 de Junho de 2013
No frio aconchegante
Você estava enchendo a garrafa
E a água transbordou,
O suor escorreu pelos mundos,
Estigado por ecos sussurrados,
Pelo deslizar dos tatos,
E pelo silêncio tão alto quanto um grito.
A essa altura já estava tudo mudado,
Roupas na segunda gaveta,
Tolhas estendidas,
Café da manhã, almoço e jantar,
Muita chuva na janela,
Duas taças de vinho vazias,
E poesias dormindo no frio aconchegante
Do fim do outono.
Muita entrega,
Doações que vão alem do que se tem para doar.
Migalhas com tesão de banquete,
Suco de fruta com espuma na borda,
Sabor de uva no refrigerante.
Voar sem sair do chão,
Desenhando sonhos em baixo dos lençóis
Quando o fim de tarde parece um paraíso.
Eriberto Henrique, Jaboatão-PE, 08 de Junho de 2013
sábado, 16 de março de 2013
Vai que é assim mesmo
Eu estou ansioso!
Lendo novamente as notícias dos jornais,
Que sempre dizem as mesmas coisas.
Tenho necessidade de criar
Um novo mundo para mim!
E quem não tem necessidade de criar
Um mundo pra si,
De seguir levado pelo vento nas águas do
atlântico,
Acompanhando o vôo das lavadeiras?
O sono rouba-me as idéias,
Deixa-me exausto,
Diante dos esboços de minha triste oração
Subordinada,
Deixa-me molambo, maltrapilho,
Bocejando sentimentos que não se completam,
Tentado me refletir sem espelho,
Tentando e novamente tentando,
Achar algum sentido nessa tentativa falha.
Eriberto Henrique, Jaboatão-PE, 08 de Março de
2013
No vôo das suas asas
Encosto-me ao lado da inquietação,
Concentro-me buscando sensações,
Buscando algo alem da sensibilidade.
É quente, sempre quente o clima recifense,
Fornalha de asfalto a beira dor rio,
Um pequeno poço de lama tecnológica,
Fervilhando,
Pulsando nas cores do arco-íris.
Tambores ainda silenciosos desfilam,
Atravessam os cosmos de energia vã.
Eu estou sentindo!
Sentindo e sentindo novamente,
Este aroma tedioso de caos
Misturado ao cheiro de nada,
Mas tem tantas coisas por aqui.
Tantos brilhos irradiantes ofuscados,
Tantas sementes perseverantes germinando nesse
solo improdutivo,
E tanto amor escondido pelas máscaras de
ilusões.
Caminhar um pouco faz bem!
Fincar os pés no chão, revezando o esquerdo e o
direito
Em passadas minuciosas pelas pedras evoluídas.
Para onde vou?
Eu sei para onde vou, mas confesso que não
queria saber,
Queria e como queria,
Poder sair por ai neste instante para um lugar
qualquer,
Refugiar-me no meu mundo ou no mundo dela,
E sentar na calçada escutando o seu canto,
E vê-la grafitar em um grande muro,
Ilustrações de paz
Para todo o universo.
Eriberto
Henrique, Jaboatão-PE. 07 de Fevereiro de 2013
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