Cedo ou
tarde
Dizem que tudo na vida tem o seu
tempo! E pensando nisso eu lembrei-me de certo dia na primavera, quando um
jovem de 13 anos de idade sentou no terraço de sua casa e ficou olhando as
estrelas; pernas esticadas e braços cruzados, adorava viajar nas constelações e
diferenciar o brilho entre elas, pensava em uma dia poder viajar o mundo e vê
se o céu é o mesmo nos outros países. O menino cresceu, e que com 20 anos de
idade teve oportunidade de olhar o céu das terras caribenhas, e ele olhou!
Olhou, mas não com aquele olhar de outrora, onde os sonhos pareciam ganhar vida
diante das estrelas, que iluminavam o caminho do destino que ele sabia que
tinha que construir.
Na vida muitas vezes perdemos
a essência de nossa alma, perdemos os valores, ou os deixamos para trás por achar
que se tornaram insignificantes, fechamos os olhos para a criança que fomos
acreditando que a maturidade que nos é cobrada dia após dia, não deixa espaço
para a fantasia, e a cada problema que surge no que chamamos de vida a adulta,
nos tornamos mais frios ou realistas, insensíveis e incapazes de construir
pontes, mas fortes o suficiente para construir muralhas, que podem nos proteger
de muitas forças adversas, mas nunca dos nossos próprios erros e dos nossos
próprios medos; ou seja, não nos protegem de nada, já que o grande vilão da
humanidade é sua própria vaidade. Mas tudo na vida tem o seu tempo, uma fruta
não madurece no cacho sem levar chuva e sol. Novas primaveras viram, sementes
vão germinar, e as estrelas sempre estarão no céu, inclusive aquela que te faz
brilhar.
Eriberto Henrique, Jaboatão-PE. 06
de Novembro de 2012

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